A autora
dos cabelos vermelhos inesquecíveis que afirma que será sempre assim, estará
lançando em breve seu novo livro, intitulado "Batom Vermelho", na
semana passada, o designer Renato Klisman divulgou a capa do livro, levando os
que acompanham a jovem escritora Vanessa de Cássia, ao delírio e provocando
ainda mais a curiosidade dos leitores.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Mateus Lins - O Reino de Mira
Mateus Lins tem 17
anos e O Reino de Mira é a sua primeira publicação. Começou escrever aos oito
anos, quando decidiu começar a mudar um pouco as histórias que lia ou criava
novas durante as brincadeiras de crianças, transformando-as em “palavras mal desenhadas
em folhas soltas de papel”.
“Concluí meu
primeiro livro aos 13 anos, e O Reino de Mira algum tempo após. Durante todo
esse período escrevi histórias e contos com temáticas diferentes e trabalhei na
melhora de O Reino de Mira. Em 2010 fui convidado a ingressar na Acade7
(academia de letras do colégio 7 de Setembro), e esse ano recebi uma das
notícias mais felizes de minha vida profissional, quando A modo editora disse
"sim" ao meu livro”.
Quando
surgiu seu interesse pela leitura? Conte-nos um livro que tenha marcado sua
vida.
Meus pais sempre
leram histórias para mim e gostavam de apresentar o universo mágico da leitura,
meu interesse começou daí.
Um livro que
marcou minha trajetória literária... O Senhor dos Anéis, quase empatado com
Harry Potter. Não teria como escolher um dos dois, ambos são incríveis e
marcaram bastante minha projeção em escrita.
Quando
você começou a escrever?
Aos oito, mas não
era nada sério, apenas um passatempo.
Agora, me focar
realmente em histórias, 13 - 14 anos.
Como
é seu processo criativo?
Ele é bem
abrangente, gosto de sair de casa para me distrair e buscar novas ideias, muitas
vezes isso dá certo.
Mas quando vou
escrever uma história completa, seja um conto ou um romance, eu sempre
esquematizo-a por completo em uma espécie de roteiro, onde coloco a essência de
cada cena de maneira linear para depois desenvolver. Ajuda bastante.
Quais
são suas influências para escrever?
Meus sonhos, acima
de qualquer outra coisa.
Como
surgiu a ideia de escrever O reino de Mira?
O Reino de Mira
foi um projeto suscito, a estória surgiu quando eu menos esperava, estava
inquieto dentro de casa e o enredo se construiu em minha mente, lembro-me de correr
para a mesa mais próxima e comecei a escrever um resumo esquematizado de tudo
que vinha em meus pensamentos, em ordem ou não. Depois fui aprimorando,
escrevendo página por página, procurando novas maneiras de escrita,
desenvolvimento de contextos, elevação de vocabulário, pesquisando a fundo para
dar vida a um sonho que ficava mais forte a cada minuto.
Quais
foram suas dificuldades para escrever O reino de Mira?
Por mais estranho
que pareça, e ao contrário de algumas outras histórias que eu já procurei
escrever, não tive bloqueios para escrever o livro, sorte, eu acho. Editei a
obra duas vezes antes de conseguir uma publicação, a última com uma leitura
crítica feita por um amigo.
Percebi
que o livro se passa numa dimensão criada por você, conte como foi esse
processo de criar um outro lugar para ser o fundo da história. Em quais lugares
reais você se inspirou ?
Me baseei, em
maior parte, em âmbitos que foram pano de fundo para grandes produções cinematográficas
do mesmo seguimento da história que o livro contém. Paisagens expostas em
"O Senhor dos Anéis", "Eragon", "As Crônicas de
Nárnia" entre outros, me auxiliou bastante a construir um cenário próprio,
assim, como também, os livros que li sobre R.P.G.
A respeito das paisagens
reais, pesquisei um pouco sobre a Noruega, Australia e Suiça. Há paisagens
espetaculares nesses países!
Fale
um pouco sobre O reino de Mira?
Na história, o
público será apresentando a determinada e sensata princesa Mira, que, por estar
sempre fadada a não sair do castelo em que vive durante toda sua infância e
adolescência, sonha com as maravilhas que podem existir do lado externo do
reino.
Reviravoltas vão
dominando o linear do livro, mas devido a acontecimentos inesperados, todos os
parâmetros anteriormente estabelecidos são desestruturados para formarem um
futuro cada vez mais incerto para a princesa.
A chegada de uma
bruxa passa a ser a preocupação mais temida de todos os habitantes do reino que
passam a idealizar seus medos frequentemente perante si.
Diante disso, a
princesa Mira passará a ser a única que poderá salvar a todos, incluindo os
reis, mas para tal empreitada, ela ganha um inesperado aliado: o seu amigo de
infância, Pedro.
Em O Reino de
Mira, dentro de uma jornada épica, a fantasia respira em cada detalhe de cada
lugar, o amor vive dentro de cada personagem, o mistério, o ódio, mistérios e a
propriamente dita, aventura.
Quais
foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
A maior
dificuldade sem dúvidas foi a minha inexperiência no mercado literário, que aos
poucos a fui perdendo.
Na verdade, a
publicação foi o caminho mais árduo que o livro percorreu até o momento, a
procura por uma editora foi bem longa, porém aprendi bastante sobre o
funcionamento os bastidores do mercado nessa busca.
Como
foi a reação de sua família e amigos aos saberem que você estaria publicando um
livro?
Todos ficaram
bastante felizes e responderam positivamente as expectativa criadas por mim
sobre essa notícia. Alguns amigos comentaram com amigos de amigos e a história
da publicação tem se propagado bastante. É uma sensação ótima e única poder ter
esse envolvimento dos familiares e amigos.
Como
você vê o mercado literário para novos autores e o trabalho de divulgação
desenvolvido pelos blogueiros literários?
O mercado literário
é complexo e bastante concorrido. Hoje, publicar um livro tornou-se tarefa
fácil para quem pode pagar por sua publicação. E isso fez com que as editoras
ficassem extremamente mais criteriosas a respeito de originais, e acima destas,
o público leitor. Portanto para se destacar é necessário ter uma boa história e
acreditar nela, e ir mais além, é necessário que o autor procure maneiras de
divulgar seu trabalho, que se disponha a trabalhar juntamente a editora nos
mais variados aspectos para o bem de seu livro.
E o envolvimento
dos blogs literários têm colaborado bastante nesse processo, por meio deles
autores passam a se tornar um tanto mais conhecidos e ganham uma “vitrine
virtual” para apresentar seu trabalho ao público.
Quais
são suas pretensões para o futuro? Já há planos para novos livros?
Na
verdade, tenho ideias e bastantes textos escritos sobre outros livros,
pretendo, muito em breve, poder estar com outra obra completamente pronta. Até
lá, me dedicarei ao trabalho em cima de O Reino de Mira no que diz respeito a
divulgação.
Considerações
finais
Agradeço muito ao
Valber que me convidou para essa entrevista, como também a todos que leram até
este ponto. Aproveito para deixar a cada um dos que sonham em, futuramente,
publicar seus livros o meu desejo mais sincero de sucesso.
A todos que apoiam
a literatura nacional, o meu mais sincero agradecimento de autor, pois são
vocês os grandes responsáveis por uma ascensão estar existindo nesse meio
literário.
Para aqueles que
quiserem mais detalhes sobre a obra, deixo o link do blog do livro O Reino de
Mira para que possam sentir um pouco do que as páginas do mesmo contém: http://reinodemira.blogspot.com.br/
Forte abraço e até
a próxima!
terça-feira, 10 de julho de 2012
Renata Muller - Antes de você chegar
Renata Muller mora em Florianópolis, é servidora pública, casada e viciada em livros. Estará publicando na Bienal de São Paulo, seu primeiro livro, Antes de Você Chegar pela Editora Modo.
“Sério. Não cabe mais nada na minha estante.
As prateleiras estão tão lotadas que estou com medo que elas caiam (risos).”
Renata Muller, comentando ao Blog Revista Ouro sobre o seu vício com Livros.
As prateleiras estão tão lotadas que estou com medo que elas caiam (risos).”
Renata Muller, comentando ao Blog Revista Ouro sobre o seu vício com Livros.
Quando surgiu seu interesse pela leitura? Conte-nos um livro que tenha marcado sua vida.
Eu me lembro de ser bem pequena e minha mãe ler para mim. Ela lia um livro chamado “Um bom diabrete” e eu não conseguia dormir de empolgada que ficava com a história. Minha mãe deve ter ficado aliviada quando o livro terminou, porque eu sempre fazia ela ler “só mais uma página”. O fato é que logo na primeira linha, eu já tinha sido mordida pelo bichinho da leitura.
Acho que não teve um único livro que me marcou. Foram vários. Normalmente, um livro marca determinadas passagens da minha vida. O primeiro, aquele que minha mãe lia para mim. Depois, o primeiro livro que eu li sozinha quando eu era criança: “Sozinha no Mundo”, de Marcos Rei. Em seguida o primeiro livro que eu senti que era mais adulto que eu li: “Os três mosqueteiros”. Esse ultimo eu considero um dos livros que mais me ensinou a ser humana, porque ele me forneceu minhas primeiras noções sobre honra e sobre guardar segredos. Nunca esqueci.
Quando você começou a escrever?
Acho que sempre escrevi, mas sem papel e caneta. Nós viajávamos frequentemente quando eu era criança e eu ficava inventando historinhas na minha cabeça para me entreter. Comecei a escrever mesmo quando tinha uns treze anos, que foi quando comecei a manter diários. Isso foi logo depois que uma escritora visitou o colégio que eu estudava. Descobri que escritores eram pessoas normais e descobri que tinha vontade de fazer isso.
Como é seu processo criativo?
Eu gosto de criar personagens e imaginar como seria uma cena com eles. Tenho dezenas de cadernos de rascunho onde eu experimento os personagens. Isso sempre é antes de começar uma história. Quando eu começo, a primeira coisa que eu me preocupo é fazer um esboço. Não é um resumo, mas uma lista de coisas que precisam acontecer para que a história esteja completa. Depois disso, eu começo a rascunhar e, paralelamente, faço um planejamento mais detalhado da história.
Gosto de trabalhar com a história planejada, já que eu tenho uma tendência muito grande a me distrair na metade do caminho. Planejamento, então, é um guia que vai me colocar de volta nos trilhos se eu me perder.
Quais são suas influências para escrever?
Acho que os autores que mais me influenciarem literariamente foram Machado de Assis, Mary Stewart e Neil Gaiman. Machado de Assis porque foi o primeiro autor que me ensinou que um morto poderia ser um narrador, com Brás Cubas; Mary Stewart porque me mostrou que às vezes é preciso mais do que romance para amarrar uma história; e Neil Gaiman, não só porque é meu autor favorito, mas por ter me ensinado sobre alternar humor com coisas mais sérias e como fazer uma cena se tornar verdadeiramente engraçada.
Como surgiu a idéia de escrever Antes de você chegar?
Surgiu com um rascunho de cena que eu estava fazendo para dois personagens que eu estava trabalhando. Era uma cena em que os dois, um casal que mal se conhecia, estavam dentro de um carro no meio de lugar nenhum. Não achei que a cena funcionaria na história que eu estava trabalhando, mas percebi que o diálogo entre os dois tinha uma qualidade interessante. Percebi que tinha alguma coisa ali para ser explorada. Foi quando eu comecei a pensar na garota da cena como uma narradora e comecei a trabalhar a história dela.
Quais foram suas dificuldades para escrever Antes de você chegar?
Minha maior dificuldade está no fato de que eu estava tratando de muitas coisas que para mim são desconhecidas. Ana Maria, a personagem principal, é extremamente diferente de mim. Muitos eventos da vida dela são assuntos familiares, coisas que parentes ou amigos passaram, mas que eu nunca vivenciei. Foi um trabalho delicado, mas fiquei satisfeita com o resultado.
Fale um pouco sobre Antes de você chegar?
“Antes de você chegar” conta a história de Ana Maria. Ela é uma moça sem grandes expectativas e grandes objetivos na vida. Isso começa a mudar quando ela conhece um homem que vinha a perseguindo. Ela começa, então, a reavaliar o que viveu e as consequências do seu passado na sua vida. Basicamente, é uma história sobre crescer e crescer nem sempre é fácil.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Quase nenhuma. A Adriana Vargas, agente literária da Modo Editora e coordenadora do Clube dos Novos Autores, já conhecia o meu trabalho e sugeriu que eu apresentasse o meu original para avaliação para a Modo. Foi uma coisa bem de supetão, porque eu não esperava uma aprovação na primeira tentativa. Sempre tinha escutado que as editoras não se interessavam por autores iniciantes e que seria difícil conseguir publicação. É muito bom saber que existem editoras que estão dispostas a arriscar com novos talentos.
Como está a preparação para o lançamento?
Nós vamos lançar na Bienal do livro em São Paulo. Está marcado um evento de autógrafos no dia 17 às 16 horas. Estou tentando não pensar muito sobre o assunto, para não ficar nervosa demais. Eu sou daquelas pessoas que quando se empolga não consegue dormir. Estou prevendo muitas noites insones pela frente.
Como foi a reação de sua família e amigos aos saberem que você estaria publicando um livro?
Todos ficaram muito empolgados, mas a reação mais comum acho que foi “finalmente”. Todos já sabiam que eu escrevia há bastante tempo, eu publicava fanfictions online. Acho que muitas pessoas esperavam que o primeiro livro viesse antes. No final, acho que tudo segue o seu próprio tempo.
Como você vê o mercado literário para novos autores e o trabalho de divulgação desenvolvido pelos blogueiros literários?
Acho que é um mercado difícil para o novo autor, especialmente porque muita coisa depende dele. Não existe o publicar que o livro magicamente irá se vender, que algumas vezes nós tendemos a acreditar. O autor tem que ajudar a divulgar o seu trabalho. Nisso os blogueiros são verdadeiros parceiros. Adoro o trabalho que a maioria dos blogueiros faz e os admiro bastante porque não é fácil manter uma comunidade de leitores fieis.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para novos livros?
Eu tenho várias histórias engatilhadas. O difícil é conseguir o tempo para trabalhar todas elas. Sou meio adepta do que dizia Roland Barthés. Ele dizia que se você fala sobre o projeto, as chances são de você nunca o concluir. Prefiro manter a história para mim até ter certeza de que tudo está se encaminhando para uma conclusão.
Deixe um recado para outros jovens que estão ou pensam em escrever um livro.
Acho que o meu maior conselho seria não desistir. Tanto de escrever quanto de publicar. Às vezes escrever é difícil e você vai encontrar muitos bloqueios. Às vezes você se sente inspirado e tudo funciona bem. A questão é que você não vai estar sempre inspirado e precisa aprender a lidar com isso. No final das contas, o que você escreve quando estava inspirado é tão bom quanto o que custou para sair. Tenha confiança e sempre procure mais de uma opinião. Sempre vai haver as pessoas que amaram o que você escreve e as pessoas que não vão gostar. O importante é continuar escrevendo. Nunca parar de escrever, mesmo porque a prática faz a perfeição.
Considerações finais
Gostaria de agradecer essa oportunidade de estar divulgando meu trabalho na Revista Ouro e convidar a todos para me visitarem no dia 17 na Bienal, às 16 horas no estande JR 78 (estande da Editora Delicatta). Muito obrigada.
Eu me lembro de ser bem pequena e minha mãe ler para mim. Ela lia um livro chamado “Um bom diabrete” e eu não conseguia dormir de empolgada que ficava com a história. Minha mãe deve ter ficado aliviada quando o livro terminou, porque eu sempre fazia ela ler “só mais uma página”. O fato é que logo na primeira linha, eu já tinha sido mordida pelo bichinho da leitura.
Acho que não teve um único livro que me marcou. Foram vários. Normalmente, um livro marca determinadas passagens da minha vida. O primeiro, aquele que minha mãe lia para mim. Depois, o primeiro livro que eu li sozinha quando eu era criança: “Sozinha no Mundo”, de Marcos Rei. Em seguida o primeiro livro que eu senti que era mais adulto que eu li: “Os três mosqueteiros”. Esse ultimo eu considero um dos livros que mais me ensinou a ser humana, porque ele me forneceu minhas primeiras noções sobre honra e sobre guardar segredos. Nunca esqueci.
Quando você começou a escrever?
Acho que sempre escrevi, mas sem papel e caneta. Nós viajávamos frequentemente quando eu era criança e eu ficava inventando historinhas na minha cabeça para me entreter. Comecei a escrever mesmo quando tinha uns treze anos, que foi quando comecei a manter diários. Isso foi logo depois que uma escritora visitou o colégio que eu estudava. Descobri que escritores eram pessoas normais e descobri que tinha vontade de fazer isso.
Como é seu processo criativo?
Eu gosto de criar personagens e imaginar como seria uma cena com eles. Tenho dezenas de cadernos de rascunho onde eu experimento os personagens. Isso sempre é antes de começar uma história. Quando eu começo, a primeira coisa que eu me preocupo é fazer um esboço. Não é um resumo, mas uma lista de coisas que precisam acontecer para que a história esteja completa. Depois disso, eu começo a rascunhar e, paralelamente, faço um planejamento mais detalhado da história.
Gosto de trabalhar com a história planejada, já que eu tenho uma tendência muito grande a me distrair na metade do caminho. Planejamento, então, é um guia que vai me colocar de volta nos trilhos se eu me perder.
Quais são suas influências para escrever?
Acho que os autores que mais me influenciarem literariamente foram Machado de Assis, Mary Stewart e Neil Gaiman. Machado de Assis porque foi o primeiro autor que me ensinou que um morto poderia ser um narrador, com Brás Cubas; Mary Stewart porque me mostrou que às vezes é preciso mais do que romance para amarrar uma história; e Neil Gaiman, não só porque é meu autor favorito, mas por ter me ensinado sobre alternar humor com coisas mais sérias e como fazer uma cena se tornar verdadeiramente engraçada.
Como surgiu a idéia de escrever Antes de você chegar?
Surgiu com um rascunho de cena que eu estava fazendo para dois personagens que eu estava trabalhando. Era uma cena em que os dois, um casal que mal se conhecia, estavam dentro de um carro no meio de lugar nenhum. Não achei que a cena funcionaria na história que eu estava trabalhando, mas percebi que o diálogo entre os dois tinha uma qualidade interessante. Percebi que tinha alguma coisa ali para ser explorada. Foi quando eu comecei a pensar na garota da cena como uma narradora e comecei a trabalhar a história dela.
Quais foram suas dificuldades para escrever Antes de você chegar?
Minha maior dificuldade está no fato de que eu estava tratando de muitas coisas que para mim são desconhecidas. Ana Maria, a personagem principal, é extremamente diferente de mim. Muitos eventos da vida dela são assuntos familiares, coisas que parentes ou amigos passaram, mas que eu nunca vivenciei. Foi um trabalho delicado, mas fiquei satisfeita com o resultado.
Fale um pouco sobre Antes de você chegar?
“Antes de você chegar” conta a história de Ana Maria. Ela é uma moça sem grandes expectativas e grandes objetivos na vida. Isso começa a mudar quando ela conhece um homem que vinha a perseguindo. Ela começa, então, a reavaliar o que viveu e as consequências do seu passado na sua vida. Basicamente, é uma história sobre crescer e crescer nem sempre é fácil.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Quase nenhuma. A Adriana Vargas, agente literária da Modo Editora e coordenadora do Clube dos Novos Autores, já conhecia o meu trabalho e sugeriu que eu apresentasse o meu original para avaliação para a Modo. Foi uma coisa bem de supetão, porque eu não esperava uma aprovação na primeira tentativa. Sempre tinha escutado que as editoras não se interessavam por autores iniciantes e que seria difícil conseguir publicação. É muito bom saber que existem editoras que estão dispostas a arriscar com novos talentos.
Como está a preparação para o lançamento?
Nós vamos lançar na Bienal do livro em São Paulo. Está marcado um evento de autógrafos no dia 17 às 16 horas. Estou tentando não pensar muito sobre o assunto, para não ficar nervosa demais. Eu sou daquelas pessoas que quando se empolga não consegue dormir. Estou prevendo muitas noites insones pela frente.
Como foi a reação de sua família e amigos aos saberem que você estaria publicando um livro?
Todos ficaram muito empolgados, mas a reação mais comum acho que foi “finalmente”. Todos já sabiam que eu escrevia há bastante tempo, eu publicava fanfictions online. Acho que muitas pessoas esperavam que o primeiro livro viesse antes. No final, acho que tudo segue o seu próprio tempo.
Como você vê o mercado literário para novos autores e o trabalho de divulgação desenvolvido pelos blogueiros literários?
Acho que é um mercado difícil para o novo autor, especialmente porque muita coisa depende dele. Não existe o publicar que o livro magicamente irá se vender, que algumas vezes nós tendemos a acreditar. O autor tem que ajudar a divulgar o seu trabalho. Nisso os blogueiros são verdadeiros parceiros. Adoro o trabalho que a maioria dos blogueiros faz e os admiro bastante porque não é fácil manter uma comunidade de leitores fieis.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para novos livros?
Eu tenho várias histórias engatilhadas. O difícil é conseguir o tempo para trabalhar todas elas. Sou meio adepta do que dizia Roland Barthés. Ele dizia que se você fala sobre o projeto, as chances são de você nunca o concluir. Prefiro manter a história para mim até ter certeza de que tudo está se encaminhando para uma conclusão.
Deixe um recado para outros jovens que estão ou pensam em escrever um livro.
Acho que o meu maior conselho seria não desistir. Tanto de escrever quanto de publicar. Às vezes escrever é difícil e você vai encontrar muitos bloqueios. Às vezes você se sente inspirado e tudo funciona bem. A questão é que você não vai estar sempre inspirado e precisa aprender a lidar com isso. No final das contas, o que você escreve quando estava inspirado é tão bom quanto o que custou para sair. Tenha confiança e sempre procure mais de uma opinião. Sempre vai haver as pessoas que amaram o que você escreve e as pessoas que não vão gostar. O importante é continuar escrevendo. Nunca parar de escrever, mesmo porque a prática faz a perfeição.
Considerações finais
Gostaria de agradecer essa oportunidade de estar divulgando meu trabalho na Revista Ouro e convidar a todos para me visitarem no dia 17 na Bienal, às 16 horas no estande JR 78 (estande da Editora Delicatta). Muito obrigada.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Fabiana Cardoso - ADQS
Fabiana Cardoso nasceu em São Paulo no dia 18 de novembro de 1976, é autora do livro ADQS que será publicado pela Editora Modo na Bienal de São Paulo. Conta que sempre adorou ler e desde a adolescência escrevia contos.
“Adoro pessoas e uma boa conversa, todos esses anos trabalhando com fisioterapia e atendendo a pacientes posso dizer que ouvi histórias de vida maravilhosas, observar como a vida age é uma lição inesquecível! Gosto de ler, escrever, conversar, ouvir música, assistir filmes e séries, viajar para novos lugares, conhecer culturas e pessoa diferentes, enfim, sou uma admiradora da vida. Algumas vezes sou calma e tranquila, outras, ansiosa e agitada, muitas vezes quero abraçar o mundo com as mãos, mas às vezes me permito deitar no sofá e ler sem pressa um bom livro. Afinal a única constante na vida é a certeza da mudança.”
Como você vê o mercado literário para novos autores e o trabalho de divulgação desenvolvido pelos blogueiros literários?
“Adoro pessoas e uma boa conversa, todos esses anos trabalhando com fisioterapia e atendendo a pacientes posso dizer que ouvi histórias de vida maravilhosas, observar como a vida age é uma lição inesquecível! Gosto de ler, escrever, conversar, ouvir música, assistir filmes e séries, viajar para novos lugares, conhecer culturas e pessoa diferentes, enfim, sou uma admiradora da vida. Algumas vezes sou calma e tranquila, outras, ansiosa e agitada, muitas vezes quero abraçar o mundo com as mãos, mas às vezes me permito deitar no sofá e ler sem pressa um bom livro. Afinal a única constante na vida é a certeza da mudança.”Quando surgiu seu interesse pela leitura? Conte-nos um livro que tenha marcado sua vida.
Sempre gostei muito de ler, desde pequena adorava ler estórias para minha irmã caçula e durante as brincadeiras criava personagens e aventuras variadas. Fiquei encantada com ‘As Aventuras de Sherlock Holmes’ que uma amiga me emprestou na adolescência, a narrativa dinâmica e divertida de Sir Arthur Conan Doyle me conquistaram, ao ler o livro parecia que viajava e estava sendo transportada a Londres do investigador, aliás, essa é uma experiência que só o livro proporciona, adoro filmes, mas você sempre é um expectador, enquanto o livro te leva a outro mundo, parece que você participa do que está acontecendo, simplesmente fantástico.
Quando você começou a escrever?
Na adolescência comecei a escrever contos curtos que chamava de As Estórias de Vivi, uma garota meio maluquinha, que apesar de bem intencionada aprontava várias confusões. Comecei a escrever as aventuras da ADQS em 1997, as ideias surgiam e era impossível não passá-las para o papel, por incrível que pareça eu escrevia a mão em um caderno, no ano seguinte para me dedicar à faculdade parei de escrever e guardei esses escritos. Em 2010 quando me casei e fiz minha mudança encontrei minhas anotações, me diverti muito ao reler as aventuras dos agentes secretos e decidi reescrever e atualizar a estória para os dias atuais.
Como é seu processo criativo?
Geralmente a ideia principal para o livro surge e depois começo a compor os personagens que procuro definir muito bem através de uma ficha detalhada com todas as características físicas e personalidades. Conforme a estória avança cada personagem toma atitudes compatíveis com seu perfil, muitas vezes mudei o rumo dos acontecimentos por causa de uma reação inesperada de um personagem, mas eu acho que isso torna o ato de criar e escrever muito prazeroso e às vezes até mágico.
Quais são suas influências para escrever?
Com certeza, o autor que mais me influenciou foi Sir Arthur Conan Doyle, adoro seus livros e seu fantástico personagem Sherlock Holmes que investiga os mais diferentes crimes. Li muito Agatha Christie e recentemente gosto de Dan Brown e Stieg Larsson. Todos me influenciaram de alguma maneira. No mais muitas coisas me inspiram: um livro, uma viagem, uma música, um filme... Enfim em tudo há inspiração basta saber observar.
Como surgiu a idéia de escrever ADQS?
Adoro filmes e livros, em especial os de espionagem e investigação. Sempre dei preferência ao gênero, pois os personagens correm perigo e se aventuram arriscando suas vidas, gosto de emoções fortes. No meu livro tem uma pequena homenagem ao detetive Sherlock Homes e ao agente 007. Pensei inicialmente em formar uma equipe que investigaria crimes, mas como adoro um mistério resolvi que os personagens teriam um passado a esconder. Os agentes secretos da organização ADQS são ex-criminosos que ganharam uma nova identidade e agora combatem o crime, a partir da ideia principal a trama foi surgindo e o noticiário criminal me ajudou a dar veracidade aos casos investigados. A estória é ambientada em São Paulo , apesar de ficção reflete bem a nossa realidade.
Quais foram suas dificuldades para escrever ADQS?
A falta de tempo é minha pior inimiga, pois as ideias surgem e se formam, muitas vezes passo para o papel mesmo de forma desconecta, para depois escrever. Mas é difícil conciliar trabalho, vida pessoal e todas as minhas obrigações com os momentos livres que tenho para sentar tranquilamente e escrever. Quando isso acontece é um prazer enorme, nem vejo o tempo passar e fico feliz ao ver mais um trecho ou capítulo terminado, tenho a sensação de realização. Outra dificuldade é a grande quantidade de personagens ( que vem de diferentes estados e cidades do país ), tive que dar continuidade a trama sem esquecer nenhum.
Como surgiu a escolha do nome do livro, ADQS?
ADQS é o nome dessa Organização Secreta Brasileira, é a sigla para uma frase. Como ficou muito longa na hora de escrever acabei designando a sigla para dar agilidade ao processo de escrita, depois achei que deu um tom de mistério para o título e mantive. Posso revelar apenas que tem relação com a nova identidade que os agentes assumem e que já no segundo capítulo aparece o significado. Parece maldade ficar atiçando a curiosidade, mas por enquanto esse também é um dos mistérios do livro. Rs rs rs . Não sei até quando vou conseguir manter esse segredo, pois várias vezes quase contei em entrevistas como essa! Rs rs
Fale um pouco sobre ADQS?
‘ADQS’ é uma organização secreta brasileira, a trama começa quando uma ex-criminosa é recrutada para trabalhar nela , assumindo a identidade de Thaís Torres! Através dela o leitor vai Desvendando a Organização Secreta, a mais nova agente terá que investigar crimes que a polícia não conseguiu resolver, enquanto ela arrisca sua vida nas operações pouco convencionais, vai conhecendo os outros agentes, que como ela, escondem um passado obscuro, vivendo fortes emoções em suas missões e se arriscando em um romance proibido. Tudo pode acontecer, esses agentes podem estar ao seu lado sem que você perceba!
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Vou ser bem sincera, esse é o primeiro livro que escrevo. Quando recebi o primeiro contato da Modo Editora dizendo que haviam recebido meu original e iriam analisar, eu não me animei muito, baseada em experiências de amigos e conhecidos que tentam publicar a anos e acabam recebendo respostas negativas. Quando a resposta veio, para minha surpresa não era uma negativa, eles solicitavam que eu fizesse algumas alterações para viabilizar a publicação, perguntei se poderiam me orientar em relação as modificações e “ quase cai dura” quando a Adriana Vargas Aguiar ligou pessoalmente e conversou comigo sobre o meu livro. A Adriana foi muito simpática e atenciosa, e o melhor, me contou que havia lido e gostado do livro! Não consigo descrever em palavras a felicidade que senti, foi um reconhecimento inesperado que nunca mais vou esquecer!
Como está a preparação para o lançamento?
Estou muito feliz e ansiosa, o lançamento foi confirmado na Bienal de São Paulo agora em Agosto, no dia 19/08 das 15:00h as 16:00h eu estarei pessoalmente no estande da Editora Delicatta (parceira da Modo Editora) para conversar sobre o livro e autógrafos. Na internet, através de blogs e redes sociais tenho recebido muitas mensagens de apoio e incentivo, estou muito animada com o lançamento!
Como foi a reação de sua família e amigos aos saberem que você estaria publicando um livro?
Os familiares mais próximo que já haviam lido o livro ficaram muito contentes com a publicação, as outras pessoas que sequer sabiam que eu escrevia, ficaram admiradas e me fizeram várias perguntas do tipo: Você é fisioterapeuta porque escreveu um livro, ainda mais um romance policial? Acho que todos nós temos mais de uma habilidade, escrever para mim era um hobby, gostava de criar enredos, passar para o papel e dar forma ao que antes apenas existia em minha mente, é muito gratificante, a oportunidade de publicação surgiu e estou muito feliz de poder compartilhar minhas ideias com outras pessoas.
Como você vê o mercado literário para novos autores e o trabalho de divulgação desenvolvido pelos blogueiros literários?
Existem muitas dificuldades para os novos autores, por sermos desconhecidos, a maioria dos leitores acaba optando pelos autores já consagrados e dando preferência a literatura estrangeira! Diria que é um trabalho de “formiguinha”, muita dedicação e os resultados vão aparecendo aos poucos, eu faço parte do CNA (Clube de Novos Autores) onde nos unimos como uma grande família para trabalhar na divulgação de nossas obras. Os blogs literários estão de parabéns, tenho recebido muito apoio na minha trajetória, inclusive quero agradecer o espaço nessa entrevista para poder falar um pouco do meu livro, obrigada Valber!
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para novos livros?
Além de ADQS 2, estou arriscando e comecei a escrever um romance de época que acontece no início do século passado, fiz uma grande pesquisa sobre o período e adorei compor os personagens. Diferente da ADQS que é muito atual, naquela época as mulheres eram obrigadas a aceitar o seu destino, embora as minhas personagens lutem contra as imposições que a vida lhes oferece, o título provisório é Entre o Amor e o Destino, está sendo um prazer escrever algo diferente.
Deixe um recado para outros jovens que estão ou pensam em escrever um livro.
Gostaria de dizer para aqueles que gostam de escrever e tem o sonho de publicar um livro, para que não desanimem se receberem uma resposta negativa. Nem sempre o livro se encaixa na linha que a editora segue e imagino que a quantidade de originais que recebem deva ser grande. Mas acredito que se a pessoa gosta de escrever ela deve insistir, pois a escrita vai se aperfeiçoando com o tempo e com a dedicação. Os primeiros contos que escrevi não merecem publicação, mas guardo-os com carinho, pois foi através deles que consegui desenvolver a escrita e publicar um livro.
Considerações finais
Eu só tenho a agradecer a todos que me ajudaram e acreditaram em mim e no meu livro, espero que gostem que possam se divertir e emocionar com essa leitura. Quem estiver interessado e quiser saber um pouco mais sobre o livro e personagens deixo meu blog a disposição www.fabianacardosoescritora.wordpress.com/adqs, obrigada pelo espaço e parabéns pelo belo trabalho valorizando o autor nacional!
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Ahtange - Marcas Indeléveis
Eu sou uma romântica incorrigível. Acredito no amor a primeira vista, no amor único e eterno. Amo esse mundo encantado dos livros. E sonho em ver todos os meus livros publicados. E gostaria muito que “MARCAS INDELÉVEIS” virasse uma série ou um desses especiais, sobre mulheres, “tipo as brasileiras”.
Vivo com minha família, gosto muito da tranquilidade da zona rural, amo o quintal da minha casa, minhas plantas, música romântica e as minhas viagens nos fins de semana me realizam profissionalmente. Cada abraço que recebo no fim do dia é um prêmio. Nunca vou esquecer muitos dos meus alunos que viraram meus amigos.
Como foi seu primeiro contato com livros?
Eu encontrei em uma calçada um livro rasgado, velho, sujo e sem capa, intitulado “Agora estou sozinha” da coleção Vagalume. Eu tinha uns 10 anos, eu acho. Li e não parei mais.
Quando surgiu seu interesse em escrever um livro?
Ainda no ensino médio, nas aulas de literatura, eu amava fazer redações. Fazia a minha e a das colegas do grupo, e sempre agradava a professora. Desde então acalentava no peito o desejo, mas era segredo inconfessável. Eu mesma achava impossível...
Como é o seu processo criativo?
Eu sou muito romântica, mas realista também; observadora, e pauto muito meus escritos na vida como ela é. Sentimentos que nos acorrentam nas mais variadas situações da vida. Eu me imagino vivendo e sentindo a situação, me coloco no lugar e no mundo da personagem. Tenho sempre a mão papel e caneta.
Como surgiu a ideia para escrever “Marcas Indeléveis”?
Foi em
Quais são suas influências para escrever?
A principal é Camilo Castelo Branco. Gosto da forma como ele faz o personagem ir de um extremo ao outro, no caso Domingos Botelho, em “Amor de Perdição”, o amor impossível me toca, estimula. Sidney Sheldon na forma ousada de descrever cenas de sexo forte e como ele descreve a miséria humana sem hipocrisia ou um mundinho perfeito.
Com o realismo, aprendi que o ser humano está condicionado às suas características biológicas (hereditariedade) e ao meio social em que vive; e tenho lutado por esta causa. Gosto dos temas abordados nas obras literárias naturalistas: desejos humanos, instintos, loucura, violência, traição, miséria, exploração social, etc
Aluísio de Azevedo é uma grande paixão. “O Cortiço” é excepcional, Clarice ah!... Eu amo Clarice! Me reconheço e me encontro em muitos de seus pensamentos.
No romantismo, a saudade, o amor impossível, a poesia de Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo... A prosa de José de Alencar. Bom, eu ficaria aqui muito tempo falando dos meus ídolos...
Quais foram as dificuldades no processo de escrita desse livro?
Um dos problemas foi a minha forma de escrita: um jeito todo meu que a princípio não foi aceito ou entendido, sei lá... Tive que mudar muita coisa: aceitar, reavaliar, aprender, e é isso que nos faz crescer como pessoa, já aprendi muito durante esse processo. Algumas coisas doeram bastante, mas me fizeram ficar mais forte e não desistir. Hoje me sinto mais forte... Mais madura profissionalmente.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Na verdade eu não tive muitas dificuldades (risos). As editoras grandes nem se deram ao trabalho de me responder, simplesmente ignoraram meus e-mails. Mandei para a Modo Editora sem esperança e para minha total surpresa recebi um e-mail com um sim e foi maravilhoso! Eu ria e chorava ao mesmo tempo... Foi incrível! Eu nem acreditava.
Como está a preparação para o lançamento?
Está uma correria por conta dos gastos que são muitos e encontramos pouco ou nenhum apoio. Não é fácil quando estamos começando. É um custo convencer as pessoas que vai dar certo, que é possível sim, mesmo não tendo recursos financeiros que no fim das contas é um dos fatores que mais conta.
Fale um pouco sobre “Marcas Indeléveis”
Marcas Indeléveis não é só um romance, é também um alerta para pais e professores no sentido de quão grande podem ser os danos causados a uma criança a situação de abandono afetivo e material. Trata da vida como ela é. Algumas pessoas tem falado: “Nossa! É um drama, só sofrimento...!” Sim, é vida real de milhões de mulheres que estão sendo violentadas, feridas em sua dignidade, morrendo todo dia um pouquinho. As marcas que ficam na alma não cicatrizam. Sou professora de Educação Infantil em uma escola pública e sinto na pele dia a dia essa realidade dura e fria. Fico possessa quando vejo comentários do tipo: ”Ai, não é meu tipo de livro! Não gosto de tanto sofrimento!” Mas a pergunta é: o que você está fazendo para amenizar o sofrimento de alguém? Pois bem, eu estou. E esta é minha forma de lutar. Não está sendo fácil, mas também não desisto fácil. Embora chore e isto tem sido uma constante e às vezes jure largar tudo e não escrever nem mais uma linha... Não consigo! Escrever e defender essa causa são minha vida.
Como foi a reação de sua família e amigos ao saber que você está lançando um livro?
(Risos) A ficha ainda não caiu! Muitos ainda estão aguardando o lançamento. Sabe, tipo ver pra crer? Pois é! Alguns amigos me deram muita força desde o início, outros riram na minha cara. Bom as reações foram as mais diversas...
Como você vê o mercado literário no Brasil para novos autores e o trabalho dos blogueiros nessa divulgação?
Está se desenhando um cenário mais favorável. Estão surgindo boas oportunidades; os autores estão se apoiando. Uma prova disso é o CNA: e a turnê literária promovida por Adriana Brazil que reuniu vários autores, num evento muito bacana. E os blog’s são fundamentais nesse processo de divulgação, ajudam muito. Salvo um ou outro que as vezes acaba por formar uma opinião desfavorável ao autor e sua obra. Claro que gostar ou não de um livro é um direito que cada um tem o que precisa é o respeito e como expressar sua opinião sem ferir o outro ou desmerecer seu trabalho, pois é uma estória, um livro, ele toca a cada um de uma forma, o que pode ser considerado ruim para um, pode ser bom para outro. Acho que quando uma pessoa se propõe a gerenciar um blog literário, ela tem que ter a responsabilidade de ler todos os livros e ao comentar, esquecer aquela bendita frase: “Não é meu tipo de livro, mas...”, Tá! Não é o seu tipo, legal...! E isso te dá o direito de despejar o que te vem a cabeça? É o sonho de alguém... Analise o que livro tem de bom ou ruim, mas de forma respeitosa. O grande lance não é o que dizer, mas como dizer. Tenho encontrado muita gente boa que se disponibiliza com carinho, respeito e ajuda muito na divulgação.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?
Meu maior projeto é a continuação da construção de um Centro para Atendimento para mulheres vítimas de violência doméstica e crianças com dificuldade de aprendizagem.
Estou escrevendo “Psicopatia o inimigo pode estar ao seu lado” que já está na Bookess; tenho pronto “Amor Além da Vida” que é um romance sobrenatural; tenho também “O vale do Rio Proibido”, literatura fantástica em andamento; e “Amor Selvagem”. São alguns dos projetos aguardando oportunidade.
Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.
Antes de enviar seus originais, invista em uma revisão profissional. Isso é caro, mas imprescindível. Aprendi da pior forma... É assim: quando você está criando uma estória, você se envolve com o enredo, com os personagens e acontecimentos de uma forma irracional até, as ideias vem e você registra numa profusão louca. E nem sempre você atenta para detalhes que outra pessoa, ao ler, percebe, e até procura teus “erros”.
Haja vista que o português é uma das línguas mais difíceis principalmente porque escrevemos uma língua que não falamos. Os vícios de linguagem atrapalham muito no ato da escrita e a regionalidade também influi bastante.
Ter uma organização com arquivos no PC é importantíssimo. Eu tive um problemão nesse sentido. Tinha muitos arquivos e ainda não sabia manipular muito bem algumas funções já aprendi muito (risos) e ao enviar para um site enviei um que estava bem “bagunçado”. Esse arquivo foi impresso e enviado pra resenha, o que por pouco não me causa dano maior. Outro detalhe é antes de enviar um original para análise, verificar se a sua estória se encaixa na linha editorial que a editora trabalha. Portanto, o cuidado com alguns detalhes nos custará menos noites mal dormidas e muitas lágrimas também.
Considerações finais
Obrigada pelo carinho, pelo convite e oportunidade de estar mais perto do leitor e assim me fazer conhecer um pouco mais. Estou feliz por ter este contato para estreitar tão importante laço. Muito obrigada, de coração mesmo!!
Espero que meu livro de alguma forma venha tocar nos corações que com ele tiverem contato.
Obrigada a todos os meus amigos e leitores um grande abraço. E a você mais uma vez obrigada pelo carinho.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Raphaela Mello - Segredos de um Vampiro
Raphaela Mello nasceu e mora no interior de São Paulo, formada em Comunicação Social, afirma ser apaixonada pela ficção e por vampiros. No tempo livre gosta de ler, ir ao cinema e viajar. Segredos de um Vampiro – Revelações é o primeiro livro a ser publicado e o terceiro que escreveu.
“Optei por publicá-lo primeiro porque ao terminar de escrevê-lo já iniciei a revisão juntamente com o técnico literário James McSill.”, conta Raphaella.
Quando começou a escrever?
Desde criança eu gostava de escrever, minhas redações de ginásio tinham folhas escritas. Com o passar do tempo deixei de lado a escrita por falta de tempo retomando há uns seis anos quando comecei escrever alguns artigos para revistas e internet. Os livros comecei a escrever há três anos.
Como é seu processo criativo?
Tudo me serve de inspiração, livros, filmes, séries, o dia-a-dia. Algumas vezes, ao ouvir uma frase eu tenho ideia para um livro, porém a história em si geralmente vem ao me deitar, aí enquanto eu não levanto e faço anotações não consigo dormir. Depois à medida que escrevo desenvolvo o tema, não me preocupo com ortografia ou outras correções, digito tudo o que vem à mente, ao terminar o livro aí sim faço as correções necessárias durante a revisão.
Como surgiu a ideia para escrever “Segredos de um Vampiro”?
Após assistir a um episódio da série Vampire Diaries, não me lembro qual, fui dormir e como sempre a história veio e comecei a escrevê-lo. Um fato curioso é que após todos os episódios que assisto dessa série eu sonho com os personagens em outras situações, em outra trama.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Antes de enviar os originais para as editoras, pesquisei quais editoras publicavam o tema, então entrei em contato para saber quais estavam fazendo avaliação de originais. Preparei meu portfólio e a sinopse do livro, então enviei às editoras. Não posso dizer que tive dificuldades, foi um pouco trabalhoso, contudo tive boas respostas.
Quais são suas influências para escrever?
Meus autores preferidos são Philip Pullman, Dan Brown e Beth Fantaskey, porém todos os livros me influenciam, sejam de forma positiva ou não. Há livros em que não gosto da forma como foi escrito, por exemplo, então procuro evitar a mesma forma nos meus livros.
Quais foram as suas dificuldades para escrever seu primeiro livro?
As técnicas, como por exemplo, o ponto de vista do personagem onde você deve saber como descrever o que está no campo de visão dele e como ele expressa suas emoções. Por exemplo, não posso colocar que Marq viu seus cabelos arrepiarem, pois, a não ser que ele esteja de frente para um espelho, ele não consegue ver os cabelos arrepiarem. Esse é um erro comum, dentre outros, entre autores iniciantes, por isso acho importante a contratação de um profissional para ajudar na revisão do livro, muitas vezes tais erros passam despercebidos.
Fale um pouco sobre “Segredos de um vampiro”
É um romance onde a trama gira em torno dos segredos. Como na vida, todos têm segredos e quando são revelados alteram a vida dos personagens obrigando-os a fazer escolhas. Não apenas os protagonistas têm seus segredos, outros personagens secundários também têm, inclusive a cidade, portanto a história não se limita aos problemas dos protagonistas e os segredos de outros personagens também influenciam a vida dos protagonistas.
Como foi a reação de sua família e amigos ao saber que você está lançando um livro?
Eles ficaram surpresos, pois só souberam da existência dele depois que consegui publicá-lo. Não queria pessoas perguntando sobre o livro e ter que lidar com a situação caso não fosse publicado, pois sempre tem alguém para dizer "eu falei, é muito difícil publicar um livro no Brasil" ou coisas negativas do tipo.
Como você vê o mercado literário no Brasil para novos autores e o trabalho dos blogueiros nessa divulgação?
Algumas editoras estão investindo em novos autores, porém é preciso ter o livro pronto, revisado, sem erros, aí torna-se mais fácil conseguir publicá-lo. Também o autor deve estar disposto a investir tempo e um pouco de dinheiro para divulgação, pois a concorrência é grande tantos com outros bons autores nacionais como principalmente com os livros internacionais que já chegam ao Brasil com a publicidade feita.
Os blogs têm papel fundamental na divulgação de livros e autores, pois hoje tudo gira em torno da internet, é uma ferramenta essencial.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?
Sim. Estou escrevendo a continuação de Segredos de um Vampiro - Revelações e trabalhando na revisão dos outros livros. Desejo continuar escrevendo e publicar muitos outros livros.
Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.
Não desistam de seus sonhos, façam o melhor, na hora certa a editora certa aparecerá. Invistam no trabalho, aprimorem as técnicas, façam cursos ou contratem um profissional para ajudar. Quando o livro estiver realmente pronto uma editora investirá no projeto. Não desistam diante dos "nãos" que aparecerem.
Considerações finais
A publicação de Segredos de um Vampiro - Revelações foi uma conquista, hoje sinto-me mais confiante para continuar escrevendo e sei que é sim possível publicar um livro no Brasil.
Os leitores que desejarem saber um pouco mais sobre meu trabalho ou que desejarem ler a minissequência desse livro, chamada Transformação, pode fazê-lo através do site: www.raphaelamello.com.br
“Optei por publicá-lo primeiro porque ao terminar de escrevê-lo já iniciei a revisão juntamente com o técnico literário James McSill.”, conta Raphaella.
Quando começou a escrever?
Desde criança eu gostava de escrever, minhas redações de ginásio tinham folhas escritas. Com o passar do tempo deixei de lado a escrita por falta de tempo retomando há uns seis anos quando comecei escrever alguns artigos para revistas e internet. Os livros comecei a escrever há três anos.
Como é seu processo criativo?
Tudo me serve de inspiração, livros, filmes, séries, o dia-a-dia. Algumas vezes, ao ouvir uma frase eu tenho ideia para um livro, porém a história em si geralmente vem ao me deitar, aí enquanto eu não levanto e faço anotações não consigo dormir. Depois à medida que escrevo desenvolvo o tema, não me preocupo com ortografia ou outras correções, digito tudo o que vem à mente, ao terminar o livro aí sim faço as correções necessárias durante a revisão.
Como surgiu a ideia para escrever “Segredos de um Vampiro”?
Após assistir a um episódio da série Vampire Diaries, não me lembro qual, fui dormir e como sempre a história veio e comecei a escrevê-lo. Um fato curioso é que após todos os episódios que assisto dessa série eu sonho com os personagens em outras situações, em outra trama.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Antes de enviar os originais para as editoras, pesquisei quais editoras publicavam o tema, então entrei em contato para saber quais estavam fazendo avaliação de originais. Preparei meu portfólio e a sinopse do livro, então enviei às editoras. Não posso dizer que tive dificuldades, foi um pouco trabalhoso, contudo tive boas respostas.
Quais são suas influências para escrever?
Meus autores preferidos são Philip Pullman, Dan Brown e Beth Fantaskey, porém todos os livros me influenciam, sejam de forma positiva ou não. Há livros em que não gosto da forma como foi escrito, por exemplo, então procuro evitar a mesma forma nos meus livros.
Quais foram as suas dificuldades para escrever seu primeiro livro?
As técnicas, como por exemplo, o ponto de vista do personagem onde você deve saber como descrever o que está no campo de visão dele e como ele expressa suas emoções. Por exemplo, não posso colocar que Marq viu seus cabelos arrepiarem, pois, a não ser que ele esteja de frente para um espelho, ele não consegue ver os cabelos arrepiarem. Esse é um erro comum, dentre outros, entre autores iniciantes, por isso acho importante a contratação de um profissional para ajudar na revisão do livro, muitas vezes tais erros passam despercebidos.
Fale um pouco sobre “Segredos de um vampiro”
É um romance onde a trama gira em torno dos segredos. Como na vida, todos têm segredos e quando são revelados alteram a vida dos personagens obrigando-os a fazer escolhas. Não apenas os protagonistas têm seus segredos, outros personagens secundários também têm, inclusive a cidade, portanto a história não se limita aos problemas dos protagonistas e os segredos de outros personagens também influenciam a vida dos protagonistas.
Como foi a reação de sua família e amigos ao saber que você está lançando um livro?
Eles ficaram surpresos, pois só souberam da existência dele depois que consegui publicá-lo. Não queria pessoas perguntando sobre o livro e ter que lidar com a situação caso não fosse publicado, pois sempre tem alguém para dizer "eu falei, é muito difícil publicar um livro no Brasil" ou coisas negativas do tipo.
Como você vê o mercado literário no Brasil para novos autores e o trabalho dos blogueiros nessa divulgação?
Algumas editoras estão investindo em novos autores, porém é preciso ter o livro pronto, revisado, sem erros, aí torna-se mais fácil conseguir publicá-lo. Também o autor deve estar disposto a investir tempo e um pouco de dinheiro para divulgação, pois a concorrência é grande tantos com outros bons autores nacionais como principalmente com os livros internacionais que já chegam ao Brasil com a publicidade feita.
Os blogs têm papel fundamental na divulgação de livros e autores, pois hoje tudo gira em torno da internet, é uma ferramenta essencial.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?
Sim. Estou escrevendo a continuação de Segredos de um Vampiro - Revelações e trabalhando na revisão dos outros livros. Desejo continuar escrevendo e publicar muitos outros livros.
Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.
Não desistam de seus sonhos, façam o melhor, na hora certa a editora certa aparecerá. Invistam no trabalho, aprimorem as técnicas, façam cursos ou contratem um profissional para ajudar. Quando o livro estiver realmente pronto uma editora investirá no projeto. Não desistam diante dos "nãos" que aparecerem.
Considerações finais
A publicação de Segredos de um Vampiro - Revelações foi uma conquista, hoje sinto-me mais confiante para continuar escrevendo e sei que é sim possível publicar um livro no Brasil.
Os leitores que desejarem saber um pouco mais sobre meu trabalho ou que desejarem ler a minissequência desse livro, chamada Transformação, pode fazê-lo através do site: www.raphaelamello.com.br
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Mariana Mello - Beijos e Batom
Mariana é autora do livro Beijos & Batom a ser publicado em Junho pela Editora Tradicional Modo. Formada em Produção Editorial com diploma para criação de roteiros para produções e uma viciada em livros, chocolates, videogames e muitas coisas fofas.
Quando começou a escrever?
Costumo dizer que antes mesmo de começar a escrever eu já contava histórias para meus pais, minha irmã mais nova e minhas bonecas. Quando fui alfabetizada as palavras se tornaram minha forma de expressão! Foi algo muito natural.
Como é seu processo criativo?
Normalmente parte de uma ideia base, então crio os personagens para a trama e sua evolução. Para escrever preciso de tempo, pois gosto de repensar nas formas de dizer uma mesma coisa trocando palavras até encontrar uma forma que eu goste. Na hora de escrever eu escolho uma trilha sonora que se adeque com a cena que estou escrevendo e respiro fundo! Deixo as ideias fluírem em minha mente e escrevo. Só depois de um tempo é que volto ao texto para retirar excessos e fazer ajustes.
Como surgiu a idéia para escrever “Beijos & Batom”?
Surgiu da vontade de retratar um romance intenso com pitadas de comédia e drama com personagens mais próximos do “real” e com problemas que encontramos no dia a dia, sem aquele romantismo de contos de fadas da garota perfeita e do garoto perfeito que se encontram e tudo é perfeito, sabe? Porém, ainda assim, é uma história apaixonante.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
É difícil encontrar editoras como a Editora Modo, dispostas a investirem em seus autores, essa foi a minha maior dificuldade quando decidi que queria ser publicada.
Quais são suas influências para escrever?
Muitas! Acho que tudo o que li e vi me influenciou de alguma forma! Gosto muito dos autores: André Vianco, Flavia Côrtes, Anne Rice, Marion Zimmer Bradley, Aluísio Azevedo e de poetas como Castro Alves, Vicente de Carvalho, Alvares de Azevedo, Lord Byron e Edgar Allan Poe. Bem diversificado!
Quais foram as suas dificuldades para escrever seu primeiro livro?
Acho que sempre tive dificuldades em terminar uma história, colocar um ponto final mesmo... Pois significa me despedir dos personagens! Sempre escrevi muito, mas dificilmente terminava uma história, escrevia infinitamente! Para publicar eu precisava de algo pronto, com final. Foi minha maior dificuldade, encontrar o momento de terminar, de deixar por ali, de não contar ou imaginar mais! Isso é algo difícil para mim.
Fale um pouco sobre “Beijos & Batom”
Beijos & Batom é uma história cheia de surpresas e reviravoltas, com ação e confusões em cada capítulo! Vocês irão conhecer três amigos de infância: Bia, Gustavo (irmão de Bia) e Daniel (melhor amigo dos dois) e toda a história se desenvolve entre os três, cada um enfrentando seus problemas!
Gustavo, um garoto autêntico, sente-se muito incomodado com a proximidade que parece rolar entre Bia e Daniel, pois ele acha que sua irmã está afim de seu melhor amigo e logo entende que isso é uma ameaça à amizade que eles cultivam há tantos anos. Só que as coisas ficam bem mais complicadas quando Daniel aparece com uma nova namorada e Gustavo descobre que ela é a menina por quem ele se apaixonou através do MSN! O que vai acontecer? É só ler o livro para descobrir!
Como está a preparação para o lançamento?
Uma correria, mas está fluindo bem! Estarei presente na Bienal do Livro em São Paulo, no dia 11 de agosto autografando. Estou ansiosa! Apareçam por lá, estão todos convidados.
Como foi a reação de sua família e amigos ao saber que você está lançando um livro?
A minha família ficou muito orgulhosa e meus amigos muito felizes ao me verem realizando um sonho! Quem me conhece sabe que o que eu mais amo fazer é escrever, portanto sabem que é uma grande realização pessoal.
Como você vê o mercado literário no Brasil para novos autores e o trabalho dos blogueiros nessa divulgação?
Infelizmente o mercado literário para novos autores é muito fechado, poucas editoras querem apostar em nomes desconhecidos. É por isso que o trabalho dos blogueiros é tão importante, pois são eles quem ajudam que o autor nacional se torne conhecido. Se você lê algo que gosta, vai divulgar para seus amigos lerem, é um incentivo.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?Tenho sim outros livros e outros projetos, um deles é um Romance Sobrenatural chamado “Lembre-se de morrer”,mas ainda não decidi a forma de lançamento, se procurarei uma editora e qual editora! Fora isso, eu estou escrevendo outros livros de temas muito variados, mas todos juvenis. Então aguardem muitas novidades!
Se vocês querem ler mais coisas que eu escrevo, publico algumas novelas de folhetim em um site chamado “Novelasteen”, é de acesso gratuito e vocês podem ler tudo de graça por lá, www.novelasteen.com.br é uma revista de literatura, em forma de site.
Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.
Escrevam, escrevam, escrevam e nunca desistam por mais que encontrem dificuldades! Muitas vezes uma editora pode dizer um não para vocês e rejeitar o seu original, mas procurem ouvir as criticas de forma positiva e façam disso força para continuar tentando. Se você acreditar no seu sonho e em você mesmo, sua meta será alcançada!
Considerações finais
Agradeço a oportunidade de falar com vocês! Sucesso ao blog!
Quando começou a escrever?
Costumo dizer que antes mesmo de começar a escrever eu já contava histórias para meus pais, minha irmã mais nova e minhas bonecas. Quando fui alfabetizada as palavras se tornaram minha forma de expressão! Foi algo muito natural.
Como é seu processo criativo?
Normalmente parte de uma ideia base, então crio os personagens para a trama e sua evolução. Para escrever preciso de tempo, pois gosto de repensar nas formas de dizer uma mesma coisa trocando palavras até encontrar uma forma que eu goste. Na hora de escrever eu escolho uma trilha sonora que se adeque com a cena que estou escrevendo e respiro fundo! Deixo as ideias fluírem em minha mente e escrevo. Só depois de um tempo é que volto ao texto para retirar excessos e fazer ajustes.
Como surgiu a idéia para escrever “Beijos & Batom”?
Surgiu da vontade de retratar um romance intenso com pitadas de comédia e drama com personagens mais próximos do “real” e com problemas que encontramos no dia a dia, sem aquele romantismo de contos de fadas da garota perfeita e do garoto perfeito que se encontram e tudo é perfeito, sabe? Porém, ainda assim, é uma história apaixonante.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
É difícil encontrar editoras como a Editora Modo, dispostas a investirem em seus autores, essa foi a minha maior dificuldade quando decidi que queria ser publicada.
Quais são suas influências para escrever?
Muitas! Acho que tudo o que li e vi me influenciou de alguma forma! Gosto muito dos autores: André Vianco, Flavia Côrtes, Anne Rice, Marion Zimmer Bradley, Aluísio Azevedo e de poetas como Castro Alves, Vicente de Carvalho, Alvares de Azevedo, Lord Byron e Edgar Allan Poe. Bem diversificado!
Quais foram as suas dificuldades para escrever seu primeiro livro?
Acho que sempre tive dificuldades em terminar uma história, colocar um ponto final mesmo... Pois significa me despedir dos personagens! Sempre escrevi muito, mas dificilmente terminava uma história, escrevia infinitamente! Para publicar eu precisava de algo pronto, com final. Foi minha maior dificuldade, encontrar o momento de terminar, de deixar por ali, de não contar ou imaginar mais! Isso é algo difícil para mim.
Fale um pouco sobre “Beijos & Batom”
Beijos & Batom é uma história cheia de surpresas e reviravoltas, com ação e confusões em cada capítulo! Vocês irão conhecer três amigos de infância: Bia, Gustavo (irmão de Bia) e Daniel (melhor amigo dos dois) e toda a história se desenvolve entre os três, cada um enfrentando seus problemas!
Gustavo, um garoto autêntico, sente-se muito incomodado com a proximidade que parece rolar entre Bia e Daniel, pois ele acha que sua irmã está afim de seu melhor amigo e logo entende que isso é uma ameaça à amizade que eles cultivam há tantos anos. Só que as coisas ficam bem mais complicadas quando Daniel aparece com uma nova namorada e Gustavo descobre que ela é a menina por quem ele se apaixonou através do MSN! O que vai acontecer? É só ler o livro para descobrir!
Como está a preparação para o lançamento?
Uma correria, mas está fluindo bem! Estarei presente na Bienal do Livro em São Paulo, no dia 11 de agosto autografando. Estou ansiosa! Apareçam por lá, estão todos convidados.
Como foi a reação de sua família e amigos ao saber que você está lançando um livro?
A minha família ficou muito orgulhosa e meus amigos muito felizes ao me verem realizando um sonho! Quem me conhece sabe que o que eu mais amo fazer é escrever, portanto sabem que é uma grande realização pessoal.
Como você vê o mercado literário no Brasil para novos autores e o trabalho dos blogueiros nessa divulgação?
Infelizmente o mercado literário para novos autores é muito fechado, poucas editoras querem apostar em nomes desconhecidos. É por isso que o trabalho dos blogueiros é tão importante, pois são eles quem ajudam que o autor nacional se torne conhecido. Se você lê algo que gosta, vai divulgar para seus amigos lerem, é um incentivo.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?Tenho sim outros livros e outros projetos, um deles é um Romance Sobrenatural chamado “Lembre-se de morrer”,mas ainda não decidi a forma de lançamento, se procurarei uma editora e qual editora! Fora isso, eu estou escrevendo outros livros de temas muito variados, mas todos juvenis. Então aguardem muitas novidades!
Se vocês querem ler mais coisas que eu escrevo, publico algumas novelas de folhetim em um site chamado “Novelasteen”, é de acesso gratuito e vocês podem ler tudo de graça por lá, www.novelasteen.com.br é uma revista de literatura, em forma de site.
Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.
Escrevam, escrevam, escrevam e nunca desistam por mais que encontrem dificuldades! Muitas vezes uma editora pode dizer um não para vocês e rejeitar o seu original, mas procurem ouvir as criticas de forma positiva e façam disso força para continuar tentando. Se você acreditar no seu sonho e em você mesmo, sua meta será alcançada!
Considerações finais
Agradeço a oportunidade de falar com vocês! Sucesso ao blog!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Hellen Pimentel - Despertar
Hellen Pimentel tem 15 anos. Nasceu e foi criada em São João de Meriti, Rio de Janeiro. Estará lançando este ano, seu primeiro livro, Despertar pela Editora Modo.
“Nunca tive acesso aos livros quando eu era pequena, por isso, penso ser um milagre eu ser escritora, porque normalmente, isso acontece com pessoas que tem toda a infância recheada por livros. Sou uma menina muito confiante para a minha idade, e dentro de mim sempre existe um coração que é capaz de acreditar novamente no amor. Por tanto, já deu para perceber que minha linha literária é romance”, conta a autora.
Quando começou a escrever?
Aos 11 anos de idade, quando abri uma página no Word e tentei começar uma história. No começo não passava de uma coisa embaraçada, sem sentindo. Nem eu sabia o que eu estava querendo escrever! (risos) Acho que dentro de mim tinha um romance, sabe, aquelas coisas melosas, mas, eu ainda estava a procura de todo o enredo. O sentido. Mas foi aos meus 11 anos que comecei a talhar a mão as primeiras peças do meu mundo.
Como é seu processo criativo?
Na verdade, eu não sei. Parte vem muito dos meus sonhos, desejos. Um relacionamento como o de John e Maisie em ‘Despertar’, é tudo o que eu desejaria para mim, e que ainda procuro, na verdade. Amigos loucos, uma família tranqüila, uma escola divertida. Ou quase isso... O meu processo criativo é algo que só eu mesma entendo, o que se torna tudo complicado para outras pessoas. (risos) Chega a ser engraçado, sabe? Mas eu não espero que as pessoas entendam como funciona ou como é o meu processo criativo. Vem de mim, e é isso.
Como surgiu a idéia para escrever “Despertar”?
Nada mais, nada menos do que o desejo de criar um mundo a parte, onde eu poderia entrar e sair quando quiser, sem me preocupar com as regras.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Todas. (risos) O Brasil reclama tanto dele mesmo, sabe, da cultura. Que aqui não tem cultura, mas fazer o que, se os próprios brasileiros tapam os olhos e os ouvidos para tudo a sua volta? Existem milhares de autores brasileiros que escrevem tão bem, mas não tem nenhuma chance de expor o que tem para dizer. As Editoras também não vêem isso. Aproveitando a oportunidade, gostaria de agradecer a Modo Editora, por ter me dado essa chance de mostrar o que eu realmente sou capaz, pois, os autores precisam disso; somente uma chance para mostrar ao mundo quem realmente somos.
Quais são suas influências para escrever?
Influencia sempre tem, mas as minhas são difíceis citar. Eu não sei realmente de que lado vem, mas sei que vem. Vem da minha criatividade, talvez, junto com todos os filmes e livros que já li. Digo isso quando me refiro aos meus livros, pois quando se trata dos meus textos, tudo muda. Não existem influencias quando escrevo os meus textos. A influencia vem do coração, quando ele quer dizer alguma coisa.
Quais foram as suas dificuldades para escrever seu primeiro livro?
Disposição. (Risos) Disposição e conhecimento. Falta de incentivo também, talvez. No começo eu pensei que não iria dar em nada, então escrevia por escrever mesmo. Escrevia porque era legal ás vezes, mas então depois de um tempo eu fui vendo que era coisa de vida ou morte. RS. Virou fascina, e quando comecei a compartilhar com os meus amigos, eles realmente gostaram e começaram a se interessar pela história, e eu comecei a contar tudo para eles, e começou aquele mini fã clube de “Despertar”. Sem incentivo tudo fica mais chato e difícil.
Fale um pouco sobre “Despertar”.
Despertar é passado em São Francisco. Não me pergunte porque se passa lá. Nem mesmo eu sei. Mas, enfim. Conta a história de uma adolescente americana que não acredita no amor, de jeito nenhum, e esse seu conceito surge depois da morte do seu pai quando ela tinha 7 anos de idade. O tempo passa e ela continua com essa idéia, até alguém aparecer e mostrar que as coisas não são como ela imagina. O nome dele é John Carter. John veio de Orlando, mas nasceu em Austin, no Texas, e cresceu em Malibu. Um menino belo de uma família rica que chega na cidade. Nada mais do que pensar “garoto metido, esse”, mas não é o que acontece. Ele simplesmente faz com que ela sinta os primeiros sintomas de uma paixão. Coisa que Maisie nunca tinha sentido antes. Mas esse amor adolescente inocente deixa de ser romance quando um inimigo da família dos Carter volta querendo vingança, e não mais de John ou de seus pais, e sim de Maisie, por ser o ponto mais fraco. O ponto que move agora, o coração de John. É o primeiro livro de uma série de cinco, onde não passa de um pega-pega macabro entre confiar no amor e se entregar para a morte. Despertar esconde toda uma descendência por debaixo de séculos e séculos dessa história que você pensa conhecer.
Como está a preparação para o lançamento?
Até agora, calmo. Não estamos com pressa, pois o livro sai somente em junho. Estamos fazendo tudo com calma. Com pressa, não conseguimos nada.
Como foi a reação de sua família e amigos ao saber que você está lançando um livro?
A reação mais chocante foi das minhas amigas. Elas simplesmente soluçavam de chorar no telefone, e eu só conseguia dizer, “calma, calma.”. É bem satisfatório ver que eles estão mesmo felizes com tudo que está acontecendo.
Como você vê o mercado literário no Brasil para novos autores e o trabalho dos blogueiros nessa divulgação?
Divulgação é tudo. E o seu livro não precisa necessariamente estar em uma livraria famosa para as pessoas te conhecer. Se você realmente é bom, as pessoas vão ler seu livro e indicar para outra pessoa.
Sobre o mercado literário no Brasil, eu acho realmente que ele está crescendo. Agora eu tenho uma visão melhor sobre todo ele, e vejo que as pessoas tem se interessado nos autores nacionais. Agora que estamos convencendo os brasileiros a valorizar o que é seu, basta mostrar para os estrangeiros que somos tão bons quanto eles.
Sobre o trabalho dos blogueiros, eu acho lindo tudo isso. Eu amo um blog, e quando entro em um, não consigo mais sair! Blog é a forma mais produtiva e legal de promover o título. Eu parabenizo todos os blogueiros dessa Brasil, e desejo a vocês todo o sucesso desse mundo.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?
Depois de um intercâmbio para a Inglaterra daqui a três anos, e casar com um Inglês daqui a três anos e meio... (risos), brincadeira. Bem, a parte do intercâmbio, é séria, mas a parte de me casar com um britânico ainda ta no sonho. Assim que eu voltar do intercâmbio, vou estudar para entrar na faculdade de Produção Editorial. Não sei como vai ficar minha vida de escritora ao decorrer dos anos, sinceramente, pois até uns cinco meses atrás eu nem sabia que iria publicar o meu livro! Tenho sim, vários projetos de próximos livros. E olha que são histórias boas, hein! Meus amigos já estão querendo que eu os escreva. Enfim, meu futuro já está escrito, só falta Deus querer que aconteça.
Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.
“Não desista, não pare de crer. Os sonhos de Deus jamais vão morrer”. Ouvi isso do meu Pastor quando descobri que teria de negar a condição da Editora Novo Século. Não desista. Acredite em você mesmo. É isso o que você quer? Seja forte, você consegue. Todos nós nascemos com capacidade de crescer. Algumas pessoas acreditam, outras não. Se for para cair, caia aos pés do Senhor. Deus não demora, ele capricha. Acredita em você mesmo. Acredite no seu potencial, que você vai longe!
Considerações finais
Em primeiro lugar gostaria de agradecer a Deus por tudo que tens feito por mim. Pelos lugares autos que tens me colocado. Agradecer a Modo Editora por acreditar no meu potencial e apostar todas suas moedas em mim. Agradecer pela entrevista. Gostei bastante de deixar uma parte de um com vocês. Espero encontrar todos em um evento literário, e para quem gostou da história e quer saber mais, é só entrar no site da editora, que é www.modoeditora.com.br, ou na página do facebook, http://www.facebook.com/DespertarHellenPimentel. Meu face é Hellen Pimentel e o meu e-mail para contato é Hellen.1997@hotmail.com .
Obrigada a todos, mais uma vez. :D
“Nunca tive acesso aos livros quando eu era pequena, por isso, penso ser um milagre eu ser escritora, porque normalmente, isso acontece com pessoas que tem toda a infância recheada por livros. Sou uma menina muito confiante para a minha idade, e dentro de mim sempre existe um coração que é capaz de acreditar novamente no amor. Por tanto, já deu para perceber que minha linha literária é romance”, conta a autora.
Quando começou a escrever?
Aos 11 anos de idade, quando abri uma página no Word e tentei começar uma história. No começo não passava de uma coisa embaraçada, sem sentindo. Nem eu sabia o que eu estava querendo escrever! (risos) Acho que dentro de mim tinha um romance, sabe, aquelas coisas melosas, mas, eu ainda estava a procura de todo o enredo. O sentido. Mas foi aos meus 11 anos que comecei a talhar a mão as primeiras peças do meu mundo.
Como é seu processo criativo?
Na verdade, eu não sei. Parte vem muito dos meus sonhos, desejos. Um relacionamento como o de John e Maisie em ‘Despertar’, é tudo o que eu desejaria para mim, e que ainda procuro, na verdade. Amigos loucos, uma família tranqüila, uma escola divertida. Ou quase isso... O meu processo criativo é algo que só eu mesma entendo, o que se torna tudo complicado para outras pessoas. (risos) Chega a ser engraçado, sabe? Mas eu não espero que as pessoas entendam como funciona ou como é o meu processo criativo. Vem de mim, e é isso.
Como surgiu a idéia para escrever “Despertar”?
Nada mais, nada menos do que o desejo de criar um mundo a parte, onde eu poderia entrar e sair quando quiser, sem me preocupar com as regras.
Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?
Todas. (risos) O Brasil reclama tanto dele mesmo, sabe, da cultura. Que aqui não tem cultura, mas fazer o que, se os próprios brasileiros tapam os olhos e os ouvidos para tudo a sua volta? Existem milhares de autores brasileiros que escrevem tão bem, mas não tem nenhuma chance de expor o que tem para dizer. As Editoras também não vêem isso. Aproveitando a oportunidade, gostaria de agradecer a Modo Editora, por ter me dado essa chance de mostrar o que eu realmente sou capaz, pois, os autores precisam disso; somente uma chance para mostrar ao mundo quem realmente somos.
Quais são suas influências para escrever?
Influencia sempre tem, mas as minhas são difíceis citar. Eu não sei realmente de que lado vem, mas sei que vem. Vem da minha criatividade, talvez, junto com todos os filmes e livros que já li. Digo isso quando me refiro aos meus livros, pois quando se trata dos meus textos, tudo muda. Não existem influencias quando escrevo os meus textos. A influencia vem do coração, quando ele quer dizer alguma coisa.
Quais foram as suas dificuldades para escrever seu primeiro livro?
Disposição. (Risos) Disposição e conhecimento. Falta de incentivo também, talvez. No começo eu pensei que não iria dar em nada, então escrevia por escrever mesmo. Escrevia porque era legal ás vezes, mas então depois de um tempo eu fui vendo que era coisa de vida ou morte. RS. Virou fascina, e quando comecei a compartilhar com os meus amigos, eles realmente gostaram e começaram a se interessar pela história, e eu comecei a contar tudo para eles, e começou aquele mini fã clube de “Despertar”. Sem incentivo tudo fica mais chato e difícil.
Fale um pouco sobre “Despertar”.
Despertar é passado em São Francisco. Não me pergunte porque se passa lá. Nem mesmo eu sei. Mas, enfim. Conta a história de uma adolescente americana que não acredita no amor, de jeito nenhum, e esse seu conceito surge depois da morte do seu pai quando ela tinha 7 anos de idade. O tempo passa e ela continua com essa idéia, até alguém aparecer e mostrar que as coisas não são como ela imagina. O nome dele é John Carter. John veio de Orlando, mas nasceu em Austin, no Texas, e cresceu em Malibu. Um menino belo de uma família rica que chega na cidade. Nada mais do que pensar “garoto metido, esse”, mas não é o que acontece. Ele simplesmente faz com que ela sinta os primeiros sintomas de uma paixão. Coisa que Maisie nunca tinha sentido antes. Mas esse amor adolescente inocente deixa de ser romance quando um inimigo da família dos Carter volta querendo vingança, e não mais de John ou de seus pais, e sim de Maisie, por ser o ponto mais fraco. O ponto que move agora, o coração de John. É o primeiro livro de uma série de cinco, onde não passa de um pega-pega macabro entre confiar no amor e se entregar para a morte. Despertar esconde toda uma descendência por debaixo de séculos e séculos dessa história que você pensa conhecer.
Como está a preparação para o lançamento?
Até agora, calmo. Não estamos com pressa, pois o livro sai somente em junho. Estamos fazendo tudo com calma. Com pressa, não conseguimos nada.
Como foi a reação de sua família e amigos ao saber que você está lançando um livro?
A reação mais chocante foi das minhas amigas. Elas simplesmente soluçavam de chorar no telefone, e eu só conseguia dizer, “calma, calma.”. É bem satisfatório ver que eles estão mesmo felizes com tudo que está acontecendo.
Como você vê o mercado literário no Brasil para novos autores e o trabalho dos blogueiros nessa divulgação?
Divulgação é tudo. E o seu livro não precisa necessariamente estar em uma livraria famosa para as pessoas te conhecer. Se você realmente é bom, as pessoas vão ler seu livro e indicar para outra pessoa.
Sobre o mercado literário no Brasil, eu acho realmente que ele está crescendo. Agora eu tenho uma visão melhor sobre todo ele, e vejo que as pessoas tem se interessado nos autores nacionais. Agora que estamos convencendo os brasileiros a valorizar o que é seu, basta mostrar para os estrangeiros que somos tão bons quanto eles.
Sobre o trabalho dos blogueiros, eu acho lindo tudo isso. Eu amo um blog, e quando entro em um, não consigo mais sair! Blog é a forma mais produtiva e legal de promover o título. Eu parabenizo todos os blogueiros dessa Brasil, e desejo a vocês todo o sucesso desse mundo.
Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?
Depois de um intercâmbio para a Inglaterra daqui a três anos, e casar com um Inglês daqui a três anos e meio... (risos), brincadeira. Bem, a parte do intercâmbio, é séria, mas a parte de me casar com um britânico ainda ta no sonho. Assim que eu voltar do intercâmbio, vou estudar para entrar na faculdade de Produção Editorial. Não sei como vai ficar minha vida de escritora ao decorrer dos anos, sinceramente, pois até uns cinco meses atrás eu nem sabia que iria publicar o meu livro! Tenho sim, vários projetos de próximos livros. E olha que são histórias boas, hein! Meus amigos já estão querendo que eu os escreva. Enfim, meu futuro já está escrito, só falta Deus querer que aconteça.
Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.
“Não desista, não pare de crer. Os sonhos de Deus jamais vão morrer”. Ouvi isso do meu Pastor quando descobri que teria de negar a condição da Editora Novo Século. Não desista. Acredite em você mesmo. É isso o que você quer? Seja forte, você consegue. Todos nós nascemos com capacidade de crescer. Algumas pessoas acreditam, outras não. Se for para cair, caia aos pés do Senhor. Deus não demora, ele capricha. Acredita em você mesmo. Acredite no seu potencial, que você vai longe!
Considerações finais
Em primeiro lugar gostaria de agradecer a Deus por tudo que tens feito por mim. Pelos lugares autos que tens me colocado. Agradecer a Modo Editora por acreditar no meu potencial e apostar todas suas moedas em mim. Agradecer pela entrevista. Gostei bastante de deixar uma parte de um com vocês. Espero encontrar todos em um evento literário, e para quem gostou da história e quer saber mais, é só entrar no site da editora, que é www.modoeditora.com.br, ou na página do facebook, http://www.facebook.com/DespertarHellenPimentel. Meu face é Hellen Pimentel e o meu e-mail para contato é Hellen.1997@hotmail.com .
Obrigada a todos, mais uma vez. :D
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