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sábado, 24 de novembro de 2012

#14 Resenha - Marcas Indeléveis


"Ame e o amor lhe levará por caminhos, veredas, canções e emoções errantes, inimagináveis, incompreensíveis aos olhos dos loucos que não conhecem a lucidez da loucura de amar...” Marcas Indeléveis é uma história baseada em fatos reais - amor, ódio, sexo, traição, violência doméstica, culpa e redenção. Esther vive uma trajetória de perdas e frustrações e parece não aprender com os próprios erros... Após várias tentativas frustradas ela desiste do amor até encontrá-lo de maneira inesperada e nunca antes sentida.
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Quando chegou  a sua casa, fechou a porta atrás de si e gritou, gritou com a alma. Lembrou-se do atentado que ocorrera no World Trade Center, em Nova Iorque, três dias ants. A imagem das torres gêmeas caindo; aquela nuvem de fumaça; o fogo; as pessoas correndo e gritando de um lado para outro, fora uma "visão do inferno". A vida de Esther também fora destruída literalmente. Sentia uma dor física. Seus sonhos, seu casamento, todas as suas ilusões. Tudo fora destruído pelas mãos de um homem o qual amava, apesar de tudo.
Marcas Indeléveis - Ahtange Ferreira. Pg. 156
Emocionante é a palavra que define a estória de Esther em Marcas Indeléveis.
A emoção que Ahtange transmite é incrível. Confesso que quando comecei a leitura pensei que fosse me deparar com mais um romance água com açúcar, mas logo a história de Esther começa a se desenrolar e você repara que nada será fácil para ela. Digamos que a tristeza é algo que se enraíza na vida dela, porque nunca vi uma personagem para não conseguir que nada dê certo.
A estória começa contando um pouco sobre a infância difícil de Esther, que deixa a família para morar na cidade na tentativa de tentar mudar de vida, mas ela acaba conhecendo o verdadeiro inferno, quando uma das filhas de D.Sílvia passa a se incomodar com a presença da menina que atrai um dos garotos que ela era apaixonada. Essa é uma das histórias de amor desastrosas de Esther, que logo que se envolve, entra num caminho sem volta que acaba levando-a novamente a tristeza.
Com uma tristeza profunda ela volta para casa, e começa a tentar seguir sua vida, ate se envolver com Marcos, o homem que parece ser o príncipe encantado que faz com que Esther passe a acreditar novamente no amor e na construção de uma família. Ela passa a se envolver, até ficar grávida e ele fazê-la abortar o filho, depois disso tudo começa a tomar um caminho diferente até ela finalmente descobrir que está envolvida em um triângulo amoroso, e que no seu caso ela não passa de uma amante.
A estória de Esther é a de milhões de brasileiras, assim que terminei o livro ela me lembrou dos episódios das Brasileiras que passou na Rede Globo, e penso que Marcas Indeléveis teria um futuro brilhante se tornando uma minissérie ou um filme. Emocionei-me demais com a história, a cada página você fica torcendo por ela, tinha hora que me sentia em um filme de suspense, porque já reparamos que vai dar errado, mas ela por ser uma mulher romântica acaba sendo levada por todos.
Esther é a personagem que conquista qualquer um, uma mulher de fibra, mas maltratada pelo destino e pelos homens que passam em sua vida, e mesmo quando tenta se dedicar a um erro, na tentativa de acertar, aparece outro infeliz para deixá-la confusa. A luta dela é na procura de um verdadeiro amor e a construção de uma família, mesmo que para isso tenha que ser pisada e ficar com marcas profundas.
O final do livro me surpreendeu, tive raiva daquele miserável - NÃO VOU CITAR NOMES – ter aparecido depois de tanto tempo com aquela conversinha, ainda bem que Esther não se abalou e seguiu o coração dela, pela primeira vez, ela acertou e merece meu respeito. Essa é a busca de Esther, numa caminhada para a felicidade e alcançar o respeito de todos.
A vida deixa marcas, e muitas delas são marcas indeléveis como as deixada em Esther, com o tempo cicatrizam, mas doem cada vez que são lembradas.
Créditos:
Livro - Marcas Indeléveis
Autora - Ahtange Ferreira
Ilustração - Gbr Aguiar
Editora - Modo
Páginas - 201
Como comprar? Editora Modo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Ahtange - Marcas Indeléveis


Eu sou uma romântica incorrigível. Acredito no amor a primeira vista, no amor único e eterno. Amo esse mundo encantado dos livros. E sonho em ver todos os meus livros publicados. E gostaria muito que “MARCAS INDELÉVEIS” virasse uma série ou um desses especiais, sobre mulheres, “tipo as brasileiras”.

Vivo com minha família, gosto muito da tranquilidade da zona rural, amo o quintal da minha casa, minhas plantas, música romântica e as minhas viagens nos fins de semana me realizam profissionalmente. Cada abraço que recebo no fim do dia é um prêmio. Nunca vou esquecer muitos dos meus alunos que viraram meus amigos.

Como foi seu primeiro contato com livros?

Eu encontrei em uma calçada um livro rasgado, velho, sujo e sem capa, intitulado “Agora estou sozinha” da coleção Vagalume. Eu tinha uns 10 anos, eu acho. Li e não parei mais.

Quando surgiu seu interesse em escrever um livro?

Ainda no ensino médio, nas aulas de literatura, eu amava fazer redações. Fazia a minha e a das colegas do grupo, e sempre agradava a professora. Desde então acalentava no peito o desejo, mas era segredo inconfessável. Eu mesma achava impossível...

Como é o seu processo criativo?

Eu sou muito romântica, mas realista também; observadora, e pauto muito meus escritos na vida como ela é. Sentimentos que nos acorrentam nas mais variadas situações da vida. Eu me imagino vivendo e sentindo a situação, me coloco no lugar e no mundo da personagem. Tenho sempre a mão papel e caneta.

Como surgiu a ideia para escrever “Marcas Indeléveis”?

Foi em 2008, apartir de uma situação na escola na qual eu trabalhava. O comportamento de uma criança chamou minha atenção para essa questão da estrutura familiar, então surgiram os primeiros rabiscos.

Quais são suas influências para escrever?

A principal é Camilo Castelo Branco. Gosto da forma como ele faz o personagem ir de um extremo ao outro, no caso Domingos Botelho, em “Amor de Perdição”, o amor impossível me toca, estimula. Sidney Sheldon na forma ousada de descrever cenas de sexo forte e como ele descreve a miséria humana sem hipocrisia ou um mundinho perfeito.

Com o realismo, aprendi que o ser humano está condicionado às suas características biológicas (hereditariedade) e ao meio social em que vive; e tenho lutado por esta causa. Gosto dos temas abordados nas obras literárias naturalistas: desejos humanos, instintos, loucura, violência, traição, miséria, exploração social, etc

Aluísio de Azevedo é uma grande paixão. “O Cortiço” é excepcional, Clarice ah!... Eu amo Clarice! Me reconheço e me encontro em muitos de seus pensamentos.

No romantismo, a saudade, o amor impossível, a poesia de Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo... A prosa de José de Alencar. Bom, eu ficaria aqui muito tempo falando dos meus ídolos...

Quais foram as dificuldades no processo de escrita desse livro?

Um dos problemas foi a minha forma de escrita: um jeito todo meu que a princípio não foi aceito ou entendido, sei lá... Tive que mudar muita coisa: aceitar, reavaliar, aprender, e é isso que nos faz crescer como pessoa, já aprendi muito durante esse processo. Algumas coisas doeram bastante, mas me fizeram ficar mais forte e não desistir. Hoje me sinto mais forte... Mais madura profissionalmente.

Quais foram as dificuldades encontradas na procura por uma editora?

Na verdade eu não tive muitas dificuldades (risos). As editoras grandes nem se deram ao trabalho de me responder, simplesmente ignoraram meus e-mails. Mandei para a Modo Editora sem esperança e para minha total surpresa recebi um e-mail com um sim e foi maravilhoso! Eu ria e chorava ao mesmo tempo... Foi incrível! Eu nem acreditava.

Como está a preparação para o lançamento?

Está uma correria por conta dos gastos que são muitos e encontramos pouco ou nenhum apoio. Não é fácil quando estamos começando. É um custo convencer as pessoas que vai dar certo, que é possível sim, mesmo não tendo recursos financeiros que no fim das contas é um dos fatores que mais conta.

Fale um pouco sobre “Marcas Indeléveis”

Marcas Indeléveis não é só um romance, é também um alerta para pais e professores no sentido de quão grande podem ser os danos causados a uma criança a situação de abandono afetivo e material. Trata da vida como ela é. Algumas pessoas tem falado: “Nossa! É um drama, só sofrimento...!” Sim, é vida real de milhões de mulheres que estão sendo violentadas, feridas em sua dignidade, morrendo todo dia um pouquinho. As marcas que ficam na alma não cicatrizam. Sou professora de Educação Infantil em uma escola pública e sinto na pele dia a dia essa realidade dura e fria. Fico possessa quando vejo comentários do tipo: ”Ai, não é meu tipo de livro! Não gosto de tanto sofrimento!” Mas a pergunta é: o que você está fazendo para amenizar o sofrimento de alguém? Pois bem, eu estou. E esta é minha forma de lutar. Não está sendo fácil, mas também não desisto fácil. Embora chore e isto tem sido uma constante e às vezes jure largar tudo e não escrever nem mais uma linha... Não consigo! Escrever e defender essa causa são minha vida.

Como foi a reação de sua família e amigos ao saber que você está lançando um livro?

(Risos) A ficha ainda não caiu! Muitos ainda estão aguardando o lançamento. Sabe, tipo ver pra crer? Pois é! Alguns amigos me deram muita força desde o início, outros riram na minha cara. Bom as reações foram as mais diversas...

Como você vê o mercado literário no Brasil para novos autores e o trabalho dos blogueiros nessa divulgação?

Está se desenhando um cenário mais favorável. Estão surgindo boas oportunidades; os autores estão se apoiando. Uma prova disso é o CNA: e a turnê literária promovida por Adriana Brazil que reuniu vários autores, num evento muito bacana. E os blog’s são fundamentais nesse processo de divulgação, ajudam muito. Salvo um ou outro que as vezes acaba por formar uma opinião desfavorável ao autor e sua obra. Claro que gostar ou não de um livro é um direito que cada um tem o que precisa é o respeito e como expressar sua opinião sem ferir o outro ou desmerecer seu trabalho, pois é uma estória, um livro, ele toca a cada um de uma forma, o que pode ser considerado ruim para um, pode ser bom para outro. Acho que quando uma pessoa se propõe a gerenciar um blog literário, ela tem que ter a responsabilidade de ler todos os livros e ao comentar, esquecer aquela bendita frase: “Não é meu tipo de livro, mas...”, Tá! Não é o seu tipo, legal...! E isso te dá o direito de despejar o que te vem a cabeça? É o sonho de alguém... Analise o que livro tem de bom ou ruim, mas de forma respeitosa. O grande lance não é o que dizer, mas como dizer. Tenho encontrado muita gente boa que se disponibiliza com carinho, respeito e ajuda muito na divulgação.

Quais são suas pretensões para o futuro? Já há planos para outros livros?

Meu maior projeto é a continuação da construção de um Centro para Atendimento para mulheres vítimas de violência doméstica e crianças com dificuldade de aprendizagem.

Estou escrevendo “Psicopatia o inimigo pode estar ao seu lado” que já está na Bookess; tenho pronto “Amor Além da Vida” que é um romance sobrenatural; tenho também “O vale do Rio Proibido”, literatura fantástica em andamento; e “Amor Selvagem”. São alguns dos projetos aguardando oportunidade.

Deixe um recado para outros jovens que estão escrevendo ou pensam em escrever um livro.

Antes de enviar seus originais, invista em uma revisão profissional. Isso é caro, mas imprescindível. Aprendi da pior forma... É assim: quando você está criando uma estória, você se envolve com o enredo, com os personagens e acontecimentos de uma forma irracional até, as ideias vem e você registra numa profusão louca. E nem sempre você atenta para detalhes que outra pessoa, ao ler, percebe, e até procura teus “erros”.

Haja vista que o português é uma das línguas mais difíceis principalmente porque escrevemos uma língua que não falamos. Os vícios de linguagem atrapalham muito no ato da escrita e a regionalidade também influi bastante.

Ter uma organização com arquivos no PC é importantíssimo. Eu tive um problemão nesse sentido. Tinha muitos arquivos e ainda não sabia manipular muito bem algumas funções já aprendi muito (risos) e ao enviar para um site enviei um que estava bem “bagunçado”. Esse arquivo foi impresso e enviado pra resenha, o que por pouco não me causa dano maior. Outro detalhe é antes de enviar um original para análise, verificar se a sua estória se encaixa na linha editorial que a editora trabalha. Portanto, o cuidado com alguns detalhes nos custará menos noites mal dormidas e muitas lágrimas também.

Considerações finais

Obrigada pelo carinho, pelo convite e oportunidade de estar mais perto do leitor e assim me fazer conhecer um pouco mais. Estou feliz por ter este contato para estreitar tão importante laço. Muito obrigada, de coração mesmo!!

Espero que meu livro de alguma forma venha tocar nos corações que com ele tiverem contato.

Obrigada a todos os meus amigos e leitores um grande abraço. E a você mais uma vez obrigada pelo carinho.


sábado, 26 de maio de 2012

Lançamento da Modo: Marcas Indeléveis

Publicado pelo selo Afrodite, o romance Marcas Indeléveis de Ahtange é um dos lançamentos de Junho da Editora Modo. Uma história de baseada na realidade, com todos os problemas que se pode haver em uma relação normal.

Mesmo depois de tentativas frustradas, você desistiria do amor? Embarque nessa aventura e descubra mais sobre a vida de Esther.




SINOPSE
“Ame e o amor a levará por caminhos, veredas, canções e emoções errantes, inimagináveis, incompreensíveis aos olhos dos loucos que não conhecem a lucidez da loucura de amar…”

Marcas Indeléveis é uma história baseada na realidade – amor, ódio, sexo, traição, violência doméstica, culpa e redenção. Esther vive uma trajetória de perdas e frustrações e parece não aprender com os próprios erros… Após várias tentativas frustradas ela desiste do amor até encontrá-lo de maneira inesperada e nunca antes sentida.

TRECHO
Faltavam trinta minutos para o embarque, Esther sentiu uma dor não sabia direito porque, mas não queria ir, não o queria deixar. Uma lágrima subitamente lhe escorreu na face.

— O que foi querida, porque choras? Machuquei-te? Tu te arrependeste?

Com voz quase sumida a abraçou temendo ter feito algo errado. Sentia uma estranha vontade de proteger, amar aquela mulher que acabara de conhecer e que já amava. Como se nunca a tivesse deixado antes.

— Não! Parece loucura, não sei explicar eu não quero ir, não quero te deixar.

— Ah! Mulher da minha vida, sinto a mesma coisa, por mim ficarias comigo para sempre, vens comigo. Não vou largar-te nunca mais. Procurei-te por toda vida e agora quero-te mulher, para mim.

LANÇAMENTO
- 09 de Junho, IESF, São Luís – MA
- Pré-venda na Loja da Editora Modo.

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